segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quebra - Cabeça

Mediunidade é assim: os espíritos precisam encontrar, no arcabouço mental do médium, as peças do quebra-cabeça que querem montar. E se valem tanto de elementos do consciente como do inconsciente; da memória atual ou pregressa. Costumo dizer que a mediunidade funciona como as criança brincando de Lego. Os espíritos podem abusar da criatividade para arranjar as peças de que dispõem. Contudo, se querem uma peça que não existe, têm que mandar comprá-la. Isto é, quando necessitam transmitir algo, e nada há no psiquismo do médium que possa ser utilizado para tal, precisam incentivá-lo a adquirir aquele conhecimento.
Lembro-me de uma ocasião em que Joseph indicou a Robson um livro chamado Universo Elegante. O médium se dirigiu à livraria e deparou com algo pior do que imaginava: um livro sobre a teoria das super-cordas, tópico recente no estudo da física quântica e da astronomia. Com dor no coração, pois o livro não era barato, ele comprou. (E há quem reclame que os livros espíritas são caros... nunca entraram numa livraria não especializada, imagino). Ao iniciar a leitura, pensou alto: “Não estou entendendo nada”.
_Não precisa! Basta ler e alimentar sua mente com esses conhecimentos – ouviu do espírito Joseph Gleber, à distância, porém sempre muito atento ao médium.
Após a terceira ou quarta página, de novo o espírito:
- Vamos escrever. Pegue agora papel e caneta.
- Mas eu mal comecei a ler!
- Não interessa. O que leu já é suficiente para transmitir o que pretendo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário