
- Existe muita desinformação e falta de estudo, principalmente nos meios que se dizem umbandistas. Na verdade, prolifera um número acentuado de manifestações religiosas de cunho mediúnico que utilizam do nome da umbanda para se caracterizarem perante a sociedade dos homens, mas a verdadeira umbanda é uma religião que é destituída de misticismo em seus fundamentos, o que mais tarde poderemos esclarecer a você. Aqui, no entanto, nos deteremos, para esclarecer melhor o assunto.
“Muitos do próprio culto confundem os exus com outra classe de espíritos, que se manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem. Na umbanda, a caridade é lei maior, e esses espíritos, com aspectos os mais bizarros, que se manifestam em médiuns são, na verdade, outra classe de entidades, espíritos marginalizados por seu comportamento ante a vida, verdadeiros bando de obsessores, de vadios, que vagam sem rumo nos subplanos astrais e que são, muitas vezes, utilizados por outras inteligências, servindo a propósitos menos dignos.
“Além disso, encontram médiuns irresponsáveis que se sintonizam com seus propósitos inconfessáveis e passam a sugar as energias desses médiuns e de seus consulentes, exigindo ‘trabalhos’ matanças de animais e outras formas de satisfazerem sua sede de energia vital. São conhecidos como quiumbas nos pântanos do astral. São maltas de espíritos delinqüentes, à semelhança
Daqueles homens que atualmente são considerados, na Terra, como irrecuperáveis socialmente, merecendo que as hierarquias superiores tomem a decisão de expurgá-los do ambiente terrestre, quando da transformação que aguardamos no próximo milênio.
“Os médiuns que se sintonizam com essa classe de espíritos desconhecem sua verdadeira situação. Depois, existe igualmente um misticismo exagerado em muitos terreiros que se dizem umbandistas e se especializam em maldades de todas as espécies, vinganças e pequenos ‘trabalhos’ que realizam em conluio com os quiumbas e que lhes comprometem as atividades e a tarefa mediúnica. São, na verdade, terreiros de quimbanda e não de Umbanda. Usam o nome da Umbanda como outros médiuns utilizam-se do nome de espíritas, sem o serem. Há muito que se esclarecer a respeito.
“Os espíritos que chamamos de exus são, na verdade, os guardiões, os atalaias do plano astral, que são confundidos com aqueles dos quais falamos. São bondosos, disciplinados e confiáveis. Utilizam o rigor a que estão acostumados para impor respeito, mas são trabalhadores do bem. Como nós, não exigem nem aceitam ‘trabalhos’, despachos ou outras coisas ridículas das quais médiuns irresponsáveis, dirigentes e pais-de-santo ignorantes se utilizam para obter o dinheiro de muitos incautos que lhes cruzam os caminhos. Isso é trabalho de quimbanda, de magia negra. Nada tem a ver com a Umbanda.
“Como cheira a Umbanda? A Umbanda cheira!
Cheira cravo e rosa, cheira flor de laranjeira...
Do livro Tambores de Angola (págs.120,121,122,123 e 124)
Psicografado por Robson Pinheiro pelo espírito Ângelo Inácio.
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